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SoluçõesParte 3 de 4Temperatura na prática

Diagnóstico remoto de equipamentos de refrigeração: alarmes, pré-viagem e manutenção à distância

Alarmes GRAVE e CUIDADO, autoteste de pré-viagem e o que a manutenção à distância acompanha: um protocolo para diagnosticar o equipamento de refrigeração.

Publicado em

  • Transportador
Carretas refrigeradas nas docas com indicações da plataforma: equipamento ligado, set point de −24 °C, ajuste remoto de temperatura OK e alarme de degelo incompleto.

Os códigos de alarme que aparecem no painel do equipamento de refrigeração muitas vezes são ignorados. Eles apontam não conformidades no funcionamento da máquina, causadas, entre outras possibilidades, por panes elétricas, mecânicas ou de operação.

Para o motorista, entender a gravidade de cada alarme, as consequências de ignorá-lo e o tratamento correto evita surpresas e prejuízos durante o transporte. Este guia organiza esse raciocínio em um protocolo: por que diagnosticar à distância, por onde começar, como ler os alarmes e o que dá para acompanhar sem estar ao lado da máquina.

Por que diagnosticar à distância

Quando o assunto é eficiência no transporte refrigerado, a palavra-chave é predição. Quem atua na manutenção para o transporte conhece o desafio: saber com mais precisão a hora de trocar peças e identificar problemas elétricos e mecânicos, e as suas causas.

No equipamento de refrigeração, prever e corrigir falhas esbarra no motorista, que nem sempre entende os códigos de alarme exibidos na IHMPainel do equipamento de refrigeração, onde aparecem os códigos de alarme., e na assistência técnica, espalhada geograficamente.

Numa pane, com o equipamento parado e o motorista dividindo a atenção com o volante, a manutenção da temperatura da mercadoria embarcada muitas vezes fica comprometida: a carga permanece suspensa e desassistida.

Mesmo que aconteça em poucos casos, a identificação tardia já basta para comprometer a meta de lucratividade da transportadora e, em consequência, elevar o custo interno do frete e do quilômetro rodado.

Prever falhas depende da extração das informações, do nível de abstração com que são apresentadas e do momento em que isso acontece, como nos procedimentos de manutenção detectiva consolidados nas plantas industriais.

Para evitar esses transtornos, a recomendação é adotar tecnologias telemáticas. Com uma conexão M2MMachine-to-Machine (máquina a máquina): conexão que dá a técnicos acesso remoto às unidades de refrigeração, mesmo com o veículo em movimento., o técnico pode acessar a unidade de refrigeração à distância, mesmo com o caminhão rodando.

Por onde começar: o autoteste de pré-viagem

Nos equipamentos que têm a função, a recomendação é começar a análise de falhas pelo autoteste de pré-viagem e só depois identificar os alarmes. A ordem importa porque algumas falhas ficam camufladas por uma sequência de eventos e só aparecem quando se cruzam as informações do autoteste.

EtapasProtocolo de diagnóstico
  1. Autoteste de pré-viagem

    Comece a análise de falhas pelo autoteste. Quando cruzadas, as informações dele revelam falhas camufladas por uma sequência de eventos.

  2. Identificação dos alarmes

    Em seguida, identifique os possíveis alarmes e a classe de cada um: GRAVE ou CUIDADO.

  3. Funcionamento em série temporal

    Analise o funcionamento ao longo do tempo. É uma ferramenta importante para diagnosticar falhas intermitentes e para conduzir a manutenção depois que elas são identificadas.

  4. Diagnóstico

    Feche o diagnóstico só depois de reunir o maior número possível de informações.

As informações usadas nesse protocolo podem ser extraídas pontualmente, em cada máquina, ou à distância, por sistemas de conexão remota.

Alarmes GRAVE e CUIDADO

Independentemente da marca ou do porte do equipamento de refrigeração embarcado (em semirreboque, sobre chassi ou em veículo leve de transporte), os alarmes se dividem em GRAVE e CUIDADO.

PainelClasses de alarme
Escolha uma classe

GRAVE

Desliga o equipamento

É acionado quando há uma condição anormal de trabalho que pode comprometer a integridade da máquina ou criar uma situação de funcionamento perigosa. Nesse caso, o equipamento de refrigeração é desligado.

CUIDADO

Alerta sem desligar

Aponta anomalias no funcionamento da máquina ou no acondicionamento da mercadoria. O equipamento segue ligado, mas pode passar a trabalhar numa condição que não é a ideal, como a rotação reduzida depois de uma falha no sensor de temperatura ambiente.

Lenta
1.300 RPMDado realValor registrado na fonte citada.FontePost “Alarmes dos seus equipamentos de refrigeração”, blog Neokohm, 24/06/2020

Com o GRAVE, a máquina para. Com o CUIDADO, ela continua ligada, e é por isso que esse alarme merece atenção: uma simples falha no sensor de temperatura ambiente pode colocar o equipamento em lentaRegime de funcionamento com rotação reduzida., a 1.300 RPMDado realValor registrado na fonte citada.FontePost “Alarmes dos seus equipamentos de refrigeração”, blog Neokohm, 24/06/2020, fora da condição ideal de trabalho.

Antes de culpar a máquina

Nem todo alerta nasce de um defeito no equipamento: o alarme aponta o sintoma, não necessariamente a causa. Os alertas de insuficiência de refrigeração podem ter origem em falhas no carregamento e na aglutinação de mercadorias.

Já a falta de circulação de ar interna pode levar a situações anormais de funcionamento e induzir técnicos e engenheiros a diagnósticos equivocados e imprecisos.

Por isso, reúna o maior número possível de informações antes de apresentar o diagnóstico ou de iniciar a identificação de falhas. É o que torna o diagnóstico assertivo, otimiza o tempo de tratamento da falha e reduz os custos de operação e manutenção.

O que a manutenção à distância acompanha

A lista de manutenção remota que a Neokohm publicou no blog antigo, pensada para os equipamentos de refrigeração da frota, é um retrato da época. Mesmo assim, segue útil como mapa do que observar à distância. Agrupados por sistema, os itens são:

  • Motor: funcionamento do motor; RPM e carga do motor.
  • Parte elétrica: fusíveis, relés e chicote elétrico; bateria, alternador e motor de partida.
  • Refrigeração: estado das válvulas, solenoides e compressor; circulação térmica; sistema de insuflamento; ciclos de degelo.
  • Operação: identificação de alarmes; rendimento; histórico de operação.

Alguns itens se ligam diretamente ao protocolo deste guia: a identificação de alarmes às classes GRAVE e CUIDADO, o item de RPM e carga do motor à lenta e o histórico de operação à análise em série temporal.

Informação a tempo

Do autoteste à lista de manutenção, o que sustenta o diagnóstico à distância é a informação, reunida antes de concluir e apresentada a tempo. Com ela, o técnico não depende só do código que o motorista conseguiu ler no painel.

É essa informação que evita o diagnóstico equivocado e a falha identificada tarde, quando a carga já ficou desassistida.

Fontes desta leitura

  1. Alarmes dos seus equipamentos de refrigeração: porque merecem atenção especial

    Classes GRAVE e CUIDADO, rotação reduzida e diagnóstico equivocado.

  2. A importância do auto teste de pré-viagem

    Ordem do diagnóstico e análise em série temporal.

  3. A tendência do transporte refrigerado 4.0

    Por que diagnosticar à distância.

  4. Manutenção Remota - Equipamentos de Refrigeração

    Itens acompanhados na manutenção à distância.

Fim da leitura

Chegada ao destino

Em resumo

  1. Comece pelo autoteste de pré-viagem e só depois vá aos alarmes: algumas falhas só aparecem quando as informações do autoteste são cruzadas.

  2. O alarme GRAVE desliga o equipamento; o CUIDADO o mantém ligado, mas pode deixá-lo trabalhando fora da condição ideal, como em rotação reduzida.

  3. Antes de culpar a máquina, reúna o máximo de informação: falhas no carregamento e falta de circulação de ar também levam a diagnósticos equivocados.

Quer levar esta leitura para a sua operação? Converse com um especialista da Neokohm.

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