SoluçõesParte 1 de 4Temperatura na prática
Perdas de mercadorias por temperatura no transporte: de onde vêm e quem paga a conta
De onde vêm as perdas de perecíveis por temperatura no transporte e como o prejuízo chega a transportadoras, embarcadores, seguradoras e ao consumidor.
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- Transportador

As perdas de mercadorias por não manter a temperatura de produtos perecíveis em trânsito não têm uma origem só. Elas nascem de vários processos, que se somam. E perda, aqui, inclui tanto a carga que se deteriora quanto a que chega com a qualidade comprometida.
O prejuízo também não fica num lugar só. Ele passa por transportadoras, embarcadores e seguradoras até chegar ao cliente final. Por isso, este assunto interessa tanto a quem embarca quanto a quem transporta: ambos estão entre os elos que pagam a conta.
Esta leitura abre a série Temperatura na prática. Ela mostra de onde vêm essas perdas, por que algumas cargas têm tão pouca margem para erro e como cada elo da cadeia reage ao risco. As leituras seguintes descem ao detalhe técnico: o ar de saída do equipamento, o diagnóstico remoto e o controle de temperatura no transporte de chocolates.
De onde vêm as perdas
Na origem das perdas estão estes processos:
- Parâmetros incorretos: a seleção errada dos parâmetros de funcionamento do equipamento de refrigeração.
- Falhas no carregamento: erros no processo de carregar a mercadoria.
- Paradas de máquina: o equipamento deixa de funcionar por deficiência nos procedimentos de manutenção.
- Falhas de supervisão: a carga em trânsito não recebe a supervisão de que precisa.
- Informação deficiente: falta saber, a tempo, o que acontece com a temperatura dentro do baú frigorífico.
Esses processos se somam e resultam em custos altos, perda de credibilidade no mercado e transtornos judiciais.
Os parâmetros do equipamento e o frio em excesso são o tema de Ar de saída: por que a carga pode congelar mesmo com o set point certo. Os alarmes, a pré-viagem e a manutenção à distância ficam em Diagnóstico remoto de equipamentos de refrigeração.
Cargas sensíveis: pouca margem para erro
A margem é menor nas cargas sensíveisCargas com pequena faixa de variação admissível de temperatura.: frutas e hortaliças, carne resfriada e outros perecíveis, como medicamentos. Como a faixa admissível é estreita, um desvio pequeno já tira a carga dela. Por isso, essas cargas exigem supervisão e controle dedicados para manter os padrões de qualidade e a integridade.
Errar para baixo ou para cima
Errar a temperatura prejudica a carga tanto para baixo quanto para cima. O frio em excesso provoca o congelamento superficial. O calor em excesso leva à deterioração. Ou seja: o risco não é só o calor, e errar para o lado do frio também causa perda.
Nos alimentos, a injúria pelo frioDano causado pelo frio a um alimento. leva à perda de cor, sabor, textura e valor nutritivo, entre outros efeitos.
As causas principais desses danos são os erros na seleção da temperatura pelo operadorQuem seleciona a temperatura no equipamento de refrigeração; no texto original, o motorista. e os parâmetros de configuração inadequados das máquinas. Para baixo ou para cima, o desvio põe em risco a segurança de quem consome o alimento.
Quem paga a conta
As perdas não ficam no baú. Os custos, a perda de credibilidade e os transtornos judiciais atingem as operações logísticas de toda a cadeia. Como as perdas envolvem mercadorias de alto valor agregado, embarcadores, transportadoras e seguradoras se protegem do risco, e o custo segue adiante até quem compra.
O texto original nomeia 4Dado derivadoCalculado a partir de dados reais, com a conta indicada.FontePost “Perdas de mercadorias durante o transporte devido à temperatura”, blog Neokohm, 24/06/2020ContaContagem dos elos citados no texto: transportadores, embarcadores, seguradoras e cliente final elos atingidos, cada um com a sua parte na conta:
TRANSPORTADORA
Melhores implementos e motoristas
As transportadoras escalam seus melhores implementos e seus melhores motoristas para evitar transtornos com a mercadoria em trânsito.
EMBARCADOR
Seleção e ranqueamento
Os embarcadores adotam processos de seleção e ranqueamento para manter um padrão de qualidade aceitável. Escolhem as melhores transportadoras para diminuir o risco de danificar a mercadoria e de ter problemas futuros com os seus clientes.
SEGURADORA
Preço pelo histórico de perdas
As seguradoras variam o valor cobrado por carga segurada em função do histórico de perdas.
CLIENTE FINAL
Custo no preço da mercadoria
Os custos se refletem no valor final da mercadoria. E, quando o alimento sofre com a temperatura errada, é a segurança de quem consome que fica em risco.
No fim, a cadeia inteira de produção, distribuição, venda e consumo é penalizada, com custos altos e tempo perdido em trânsito por transtornos diversos.
No destino ou durante a viagem
Todas as origens da lista terminam no mesmo ponto: a temperatura da carga deixa de ser mantida. Por isso, a informação sobre essa temperatura merece um olhar à parte.
O texto original aponta deficiências na informação obtida pelos sensores instalados no interior do baú. A distinção que importa, porém, é quando essa informação chega.
Um registro consultado só no destino conta o que aconteceu na viagem quando ela já acabou. O acompanhamento durante a viagem muda essa ordem: se a temperatura sai da faixa, a equipe sabe ainda no caminho, e não na chegada. É uma forma de dar à carga sensível a supervisão dedicada que ela exige.
O BTHD100 faz esse acompanhamento: dentro do baú refrigerado, ele segue a carga do embarque à entrega, com temperatura, umidade e cada abertura de porta no caminho.
Monitorar a temperatura em trânsito, como faz a plataforma KOHMNECT, é a resposta que o texto original já propunha para esses custos e transtornos.
Fontes desta leitura
- Perdas de mercadorias durante o transporte devido à temperatura
Texto original do blog da Neokohm, base desta revisão.
- BTHD100 — sensor de temperatura, umidade e porta
Página do produto no site atual da Neokohm, fonte do trecho sobre o acompanhamento dentro do baú refrigerado.
Fim da leitura
Chegada ao destino
Em resumo
As perdas nascem de vários processos que se somam: parâmetros incorretos, falhas no carregamento, paradas por manutenção deficiente, falhas de supervisão e informação que não chega a tempo.
Cargas sensíveis admitem pouca variação de temperatura: o frio em excesso causa congelamento superficial, o calor em excesso deteriora a carga e a segurança de quem consome fica em risco.
A conta atravessa a cadeia: embarcadores ranqueiam transportadoras, transportadoras escalam seus melhores implementos e motoristas, seguradoras cobram pelo histórico de perdas e o custo chega ao preço final.
Próxima leitura da série
02 · Temperatura na práticaAr de saída: por que a carga pode congelar mesmo com o set point certoProdutos citados
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- 4,9°CDado derivadoCalculado a partir de dados reais, com a conta indicada.FonteCaptura da plataforma KOHMNECT, 23/07/2020 18:57:07Conta−24 − (−28,9)
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